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A presença feminina na ciência e na tecnologia tem crescido ao longo dos anos no Brasil, mas ainda enfrenta desafios significativos. Apesar dos avanços na inclusão de mulheres em áreas tradicionalmente dominadas por homens, como engenharia, tecnologia da informação e ciências exatas, a desigualdade de gênero persiste.
Segundo dados da UNESCO (2016), as mulheres representam cerca de 30% da força de trabalho científico mundial, enquanto no Brasil esse número se aproxima dos 50% em algumas áreas.
A inclusão de mulheres na ciência e na tecnologia não é apenas uma questão de igualdade de gênero, mas também de inovação e desenvolvimento. Estudos mostram que equipes diversas são mais criativas e eficientes na resolução de problemas, tornando essencial a participação feminina nesses setores.
Com mais incentivo, políticas públicas e reconhecimento, as cientistas e pesquisadoras brasileiras podem continuar transformando o país e contribuindo para avanços científicos e tecnológicos que beneficiam toda a sociedade.
No Parque Tecnológico Augusto Severo – PAX | RN, atualmente contamos com 14 mulheres, entre pesquisadoras e membros da diretoria, que atuam nas mais diversas áreas de pesquisa.
Entre elas, a pesquisadora Eliane Saturnino, que, além de cientista, é mãe e compartilha um pouco sobre as dificuldades enfrentadas: “Procuro inserir equilíbrio no dia a dia (maternidade, pesquisa etc.), transformando obstáculos em aprendizado. A resiliência, o foco e a esperança guiam meus passos. Nesse sentido, busco construir um futuro onde minhas filhas se inspirem na minha jornada.”
Em fase final para a conclusão do seu doutorado, Eliane demonstra todo o seu empenho e dedicação à pesquisa científica e à família. “Com a entrega da tese de doutorado, vejo um legado de perseverança, um passo para um mundo mais justo e uma contribuição para a sociedade, onde mulheres alcançam seus sonhos com ousadia!” – afirmou Eliane Saturnino.
Igualdade de Gênero
Já a pesquisadora Lana Souza, cujo tema de pesquisa é a Igualdade de Gênero no Trabalho: Apoio e Inovação para o Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, fala sobre a necessidade de abrir mais espaço para mulheres no meio acadêmico. “Os desafios são significativos porque, só para você ter uma ideia, falta representatividade. Nos cargos de liderança acadêmica, é difícil ver mulheres, e há uma desigualdade muito grande no acesso ao financiamento para pesquisa. Além disso, há a dificuldade em conciliar a vida profissional e pessoal, já que muitas pesquisadoras são casadas e têm filhos, acumulando uma grande sobrecarga de responsabilidades.”
Uma solução para promover a presença feminina na ciência é a implementação de políticas de igualdade e incentivo.
“Existem muitas políticas de equidade de gênero e incentivo à presença feminina nas áreas conhecidas como STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). No entanto, aqui ainda há pouco incentivo, e muitas mulheres acabam escolhendo carreiras como pedagogia e psicologia. Ainda persiste a ideia de que certas áreas ‘não são para mulheres’, quando, na verdade, não é bem assim” – destaca Lana Souza.
No PAX, contamos com um total de 21 pesquisadores, dos quais a maioria é do gênero feminino. Para a coordenadora dos pesquisadores, Synara Cavalcanti, esse número expressivo de mulheres no Parque, especialmente desenvolvendo pesquisa, é uma experiência enriquecedora: “Ser pesquisadora e coordenar uma equipe multidisciplinar com 21 pesquisadores no PAX | RN é uma oportunidade enriquecedora em todos os aspectos. Acima de tudo, como mulher, é uma chance de demonstrar a contribuição que podemos dar em todas as áreas, principalmente na ciência. Hoje, dos 21 pesquisadores, 11 são mulheres. Essa diversidade permite que diferentes percepções sejam analisadas, incluindo o olhar do universo feminino nas pesquisas.”
Para a Presidente do Conselho de Administração do PAX, Angela Paiva, “a diversidade de perspectivas impulsiona o desenvolvimento científico e tecnológico, e o PAX continuará a atuar ativamente para garantir que talentos femininos tenham espaço, reconhecimento e apoio para transformar a pesquisa e a inovação no Brasil”.
Nas palavras de seu Diretor-Presidente, o PAX | RN “ao incentivar a presença feminina na ciência e na tecnologia, o PAX não apenas amplia as oportunidades para as mulheres, mas também fortalece a inovação e a construção de soluções mais justas e sustentáveis para a sociedade”.
Dessa forma, as mulheres desempenham um papel fundamental no PAX | RN e ciência e na tecnologia, mas ainda precisam superar barreiras históricas para alcançar maior reconhecimento e representatividade. Com o apoio da sociedade, das instituições e das empresas, é possível transformar esse cenário, garantindo que mais meninas e mulheres tenham acesso e sucesso nessas áreas essenciais para o progresso mundial.
Escrita por: Leandro Menezes

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