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Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher na Engenharia, celebrado na última segunda-feira (23) essa data que vai além da comemoração e convida à reflexão sobre os avanços, desafios e o papel transformador das mulheres em um campo historicamente dominado por homens. Embora representem apenas 19,5% dos engenheiros registrados no Brasil, dados recentes do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), as mulheres vêm conquistando cada vez mais espaço, fortalecendo o protagonismo feminino em áreas estratégicas da ciência, tecnologia e inovação.
No Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo – PAX | RN, essa transformação já é realidade. Engenheiras atuam de forma decisiva no desenvolvimento de soluções inovadoras, lideram projetos estratégicos e constroem pontes entre pesquisa, indústria e impacto social. Exemplos disso é a iniciativa como o programa IndPOWER — que transforma demandas industriais em protótipos funcionais.
Para a engenheira mecânica Synara Cavalcanti, um dos grandes desafios enfrentados ainda é a conquista de credibilidade em ambientes marcadamente masculinos. “Isso foi mais evidente ao ministrar disciplinas para alunos de engenharia”, afirma. Mas foi também aí que veio sua maior conquista: “contribuir para romper com esse estigma, tanto em sala de aula quanto na carreira de pesquisadora, mostrando que a engenharia é um espaço para todos”.
Camila Beatriz, engenheira civil e estrategista de negócios com mais de 14 anos de atuação, compartilha percepção semelhante. “Nos primeiros anos, precisei provar minha competência mais de uma vez para ser ouvida com a mesma credibilidade que colegas homens recebiam de imediato”, lembra. “Mas isso me fortaleceu. Transformei esse desafio em combustível para empreender com ousadia, liderar equipes diversas e criar soluções inovadoras”.
Ambas destacam o diferencial do olhar feminino no processo de inovação. Para Camila, “a presença feminina traz sensibilidade para problemas sociais reais e uma abordagem mais colaborativa e sustentável”. Ela reforça que as mulheres têm sido protagonistas no ecossistema do PAX, criando soluções que promovem justiça social e responsabilidade ambiental: “a mulher engenheira projeta com propósito”.
Synara também ressalta a importância da diversidade na construção de um futuro mais equilibrado: “o olhar das mulheres tende a incorporar de forma mais natural valores como empatia, bem-estar coletivo e responsabilidade social. Isso amplia as possibilidades de inovação com impacto positivo”.
As duas profissionais deixam mensagens inspiradoras às futuras engenheiras do Rio Grande do Norte. “Acreditem no seu potencial, busquem qualificação e façam parte dessa mudança”, incentiva Synara. Já Camila reforça: “Mesmo que você encontre portas fechadas ou barreiras, insista! O futuro é colaborativo, e a engenharia feita por mulheres é parte essencial dele”.
Mais do que um marco no calendário, o Dia Internacional da Mulher na Engenharia é um chamado à ação. No PAX | RN, esse chamado já ecoa diariamente, com mulheres construindo — com competência, criatividade e coragem — um futuro mais justo, diverso e inovador para o Rio Grande do Norte.

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