O PAX | RN É APRESENTADO PELO RIO GRANDE DO NORTE AO MCTI COMO A INFRAESTRUTURA ESTRATÉGICA PARA PROJETO NACIONAL DE COMPUTAÇÃO AVANÇADA

O PAX | RN É APRESENTADO PELO RIO GRANDE DO NORTE AO MCTI COMO A INFRAESTRUTURA ESTRATÉGICA PARA PROJETO NACIONAL DE COMPUTAÇÃO AVANÇADA

Por Ellitamara Melo – PAX | RN

05/08/2026 13h30

O Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo – PAX | RN recebeu, na última segunda 03 de agosto, a visita institucional da Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, em agenda voltada à apresentação das capacidades científicas, tecnológicas e de infraestrutura do Rio Grande do Norte para um dos projetos estruturantes previstos no Programa Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA).

Acompanhada pela Governadora do Estado, a visita integrou a programação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para conhecer as condições apresentadas para sediar uma das infraestruturas nacionais de computação avançada previstas na estratégia brasileira de fortalecimento da infraestrutura computacional e de soberania tecnológica.

Segundo o planejamento apresentado pela Ministra, a proposta contempla a implantação de dois supercomputadores de grande porte, sendo um destinado à Região Sudeste e outro ao Nordeste, ampliando a capacidade nacional de processamento de dados, inteligência artificial e modelagem computacional de alta complexidade.

A Ministra Luciana Santos, afirma que “a candidatura” potiguar “reúne um conjunto de elementos importantes” para esse tipo de empreendimento. Entre elas destacam-se “a elevada disponibilidade de energia elétrica, com predominância de fontes renováveis; a localização privilegiada diante da expansão dos novos cabos submarinos de fibra óptica, que fortalecerão a conectividade do Brasil com outros continentes, e a infraestrutura disponível no PAX | RN”. A Ministra ressaltou ainda a “inteligência e articulação cientifica e tecnológica” do Estado “como destaque importante das capacidades do Estado em receber essa infraestrutura”.

A agenda institucional foi precedida por uma visita técnica realizada por uma equipe do MCTI, que avaliaram diferentes possibilidades para instalação da infraestrutura no PAX | RN. Durante essa etapa, três áreas do Parque foram consideradas tecnicamente adequadas, sendo uma delas já apontada como ‘preferível’ pela equipe.

Para a Governadora Fátima Bezerra “o empreendimento, aqui no Rio Grande do Norte, representa um avanço na ciência, tecnologia e inovação”. A Governadora afirma ainda que o Rio Grande do Norte “tem total capacidade de infraestrutura e técnica para receber esse empreendimento”.

Se a infraestrutura física representa um dos pilares da candidatura, o principal diferencial apresentado pelo PAX | RN encontra-se na maturidade de seu ecossistema de ciência, tecnologia e inovação. Nesse contexto, o Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo ocupa posição estratégica.

Constituído como associação privada sem fins lucrativos, o PAX | RN reúne algumas das principais instituições responsáveis pela produção científica, tecnológica e pelo desenvolvimento econômico do Estado. Integram sua governança o Governo do Estado do Rio Grande do Norte, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE/RN), a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio/RN), além do das Prefeituras de Natal, Macaíba, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante, entre outras instituições parceiras.

Esse modelo de governança faz do PAX | RN um caso singular entre os parques tecnológicos brasileiros. Durante avaliação realizada por consultoria internacional vinculada ao Banco Mundial, o Parque foi destacado como ‘um case brasileiro’ e um dos poucos exemplos identificados internacionalmente de parque tecnológico que ‘nasce, desde sua constituição, com todos os atores da Tríplice Hélice’ — universidades, poder público e setor produtivo — ‘formalmente comprometidos’ com sua implantação, governança e desenvolvimento institucional.

Ao todo o Parque dispõe de aproximadamente 50 hectares de área, cerca de 15 mil metros quadrados de infraestrutura construída. Em sua utilização total, serão 76 lotes até 2000m² destinados a empreendimento tecnológicos, 125 salas, auditórios, incubadora, espaços colaborativos, áreas para laboratórios e ambientes preparados para expansão.

Atualmente, aproximadamente 38 empresas e startups desenvolvem atividades no Parque, juntamente com projetos estratégicos nas áreas de tecnologias espaciais, energia, minerais críticos, indústria 4.0 e saúde.

Essa infraestrutura permitiu que o Estado apresentasse ao MCTI não apenas uma área apta à instalação de um empreendimento dessa magnitude, mas um ambiente institucional preparado para integrá-lo imediatamente ao ecossistema científico e produtivo do Rio Grande do Norte.

O aspecto pela Ministra Luciana destacado durante a visita foi a competência científica já instalada no Estado. O Rio Grande do Norte possui grupos de pesquisa reconhecidos nacional e internacionalmente nas áreas de Física, Computação, Matemática Aplicada, Inteligência Artificial, Engenharia e Computação Quântica, com destaque para a produção científica desenvolvida pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Essas competências vêm, há anos, estabelecendo cooperações nacionais e internacionais para utilização de infraestruturas de computação de alto desempenho instaladas em outros países, condição necessária para pesquisas que demandam elevado poder computacional. A possibilidade de implantação dessa infraestrutura no Rio Grande do Norte representa uma mudança significativa nesse cenário.

Olavo Bueno, Diretor Presidente do PAX | RN, diz que “Diferentemente de iniciativas que demandam a construção de um ecossistema após a implantação da infraestrutura, o Rio Grande do Norte apresenta uma base científica consolidada, capaz de utilizar imediatamente a capacidade computacional disponibilizada. Nesse contexto, o supercomputador não representa o início de uma trajetória, mas um acelerador de competências já existentes”.

A eventual implantação dessa infraestrutura no PAX | RN produzirá impactos que extrapolam os limites do Rio Grande do Norte.

Ângela Paiva, Ex-Reitora da UFRN e Presidente do Conselho de Administração do PAX | RN, lembra que “além de ampliar a capacidade científica regional, o empreendimento fortalecerá a descentralização dos investimentos nacionais em ciência, tecnologia e inovação, ampliará a competitividade brasileira em áreas estratégicas e contribuirá para o desenvolvimento de pesquisas relacionadas à inteligência artificial e outras”.

Ao reunir infraestrutura física, disponibilidade energética, conectividade, competências científicas consolidadas e um modelo institucional de governança reconhecido, o PAX | RN impulsiona o Rio Grande do Norte para uma candidatura alinhada aos objetivos estratégicos do Programa Brasileiro de Inteligência Artificial.

Embora as avaliações técnicas realizadas até o momento indiquem que a candidatura do Rio Grande do Norte atende às condições apresentadas pelo Ministério, a definição da localização da infraestrutura permanece em análise pelo Governo Federal. Conforme informado pela Ministra Luciana Santos durante sua visita ao Estado, a decisão final ‘caberá ao Presidente da República’.

O PAX | RN segue firme, comprometido com sua missão de fortalecer o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação, contribuindo para posicionar o Rio Grande do Norte como um dos principais ambientes brasileiros para o desenvolvimento de projetos estratégicos voltados ao futuro da ciência, da inovação e da soberania tecnológica.

Para o PAX | RN, esse processo reafirma sua missão institucional de conectar universidades, centros de pesquisa, empresas e poder público em torno de projetos capazes de gerar desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social.